quarta-feira, 15 de julho de 2009

Lula e Collor?

Bem, vocês também viram isso?
Ou por acaso estou ficando louco?
Senão mudarei o nome do blog para El Loco... rsrs

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu nesta terça-feira elogiar o "bom comportamento" dos senadores Fernando Collor de Melo (PTB-AL) e Renan Calheiros (PMDB-AL). Em discurso durante uma visita à pequena cidade de Palmeira dos Índios, no interior de Alagoas, Lula fez questão de dizer que Collor e Renan dão sustentação aos trabalhos do governo no Senado. O presidente não economizou nos elogios à dupla.

Lula chegou, inclusive, a se comparar a Collor, ao mencionar a popularidade que ostenta entre os nordestinos. Até o ex-presidente Juscelino Kubitschek entrou na comparação. "Não era habitual neste país os presidentes percorrerem o Brasil. Além do Collor que é de Alagoas, o único presidente a vir aqui foi Juscelino Kubitschek", disse Lula.
A troca de elogios poderia ser normal se, durante a campanha eleitoral de 1989 para a presidência, Lula e Collor não tivessem se enfrentado nas urnas e nos debates televisivos. Em sua campanha, Collor colocou o depoimento de uma ex-namorado do atual presidente, Miriam Cordeiro, que denunciou que Lula tentara convencê-la a fazer um aborto para impedir o nascimento de uma filha do casal, Lurian.
Lula também acusou o adversário de causar prejuízos aos cofres públicos alagoanos enquanto Collor esteve a frente do governo. A artilharia era pesada e havia em suas linhas de combate dossiês de ambas as partes com acusações desde simulação de pobreza a envolvimento com mortes e drogas.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Mercados deverão quebrar em outubro, diz economista

Qua, 08 Jul, 2009
SÃO PAULO - A ligeira melhora dos índices acionários reflete a expectativa vigente no mercado de que o pior já faz parte do passado, à medida que crescem sinais acerca de um início da recuperação, explicitada por indicadores econômicos positivos. Contudo, se o previsto não se tornar concreto, como a renda variável deverá reagir?
Para Enzio von Pfeil, CEO (Chief Executive Officer) do EconomicClock.com, os mercados acionários podem quebrar no próximo mês de outubro, ao passo que a tão sonhada recuperação econômica poderá ser postergada, em um ambiente futuro no qual pacotes de estímulo não surtirão mais efeitos e com maior volume de posições short.
Sem esperança
“O panorama econômico pode se tornar pior e esses ‘green shoots’ se transformarão em ‘black shoots’, culminando provavelmente numa quebradeira em outubro”, prevê o economista, em entrevista à rede televisiva CNBC.
Após sinais de esperança, a sobriedade deverá voltar à tona. “As pessoas aceitarão finalmente que as taxas de desemprego terão que continuar subindo e que a produtividade terá que permanecer em queda”. À luz da junção entre elevado desemprego e excesso na oferta de bens, Pfeil revela um tripé para fundamentar a quebra de outubro.
Sem munição, vendido e consoante com a história
Primeiramente, o economista mostra descrença ao olhar no horizonte, acreditando que a recuperação econômica não virá tão cedo e que os governos não serão capazes de continuar municiando o mundo com pacotes de estímulos econômicos, dados os déficits públicos crescentes. “Até a China deverá ficar sem munição”, completa, a despeito das reservas expressivas e da alta taxa de poupança.
Conforme o viés do analista e, explicitando o segundo pilar do tripé, as mesas de operações ganharam dinheiro com a recente valorização dos mercados acionários, mas “a única coisa que acontecerá será grande, enorme posição short”.
Quanto ao terceiro fator, um motivo sazonal. “Por mais estúpido que soe, normalmente é quando a quebra ocorre, em outubro. Não posso dizer o porquê”, observa, de olho na série histórica.
Começa nos EUA
Caso a quebra se concretize, Pfeil prevê que esta se iniciará em Wall Street e que surtirá mais efeitos negativos em mercados do Ocidente do que nos da Ásia.
Fonte: Fim dos Tempos

domingo, 12 de julho de 2009

Secretária da Receita é demitida por Mantega

da Folha de S.Paulo, em Brasília
O ministro Guido Mantega (Fazenda) demitiu a secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, em razão do desgaste causado ao governo na disputa do órgão com a Petrobras envolvendo a forma de recolhimento de impostos pela estatal.
A Folha apurou que Mantega citou, entre as justificativas para a saída de Lina Vieira, reclamações que teria recebido do Planalto, entre elas da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). O governo estava descontente com a decisão da Receita de investigar a Petrobras. Oficialmente, a Fazenda não comentou o assunto. A saída será oficializada nos próximos dias.
O desgaste de Lina Vieira, que foi informada na quinta de sua demissão, começou em maio, quando se descobriu que a Petrobras fez mudança contábil que proporcionou a redução de R$ 4,3 bilhões em pagamento de tributos. Em nota divulgada à época, a Receita citou a legislação que disciplinava a matéria e, em tese, vedava a manobra da estatal. Esse movimento foi considerado desastroso para a secretária, que passou a ser bombardeada nos bastidores do governo.
A partir desse episódio, a oposição começou a defender uma CPI da Petrobras, que será instalada na terça, e travou embate com o governo com troca de acusações de ambos os lados. Lula e a própria Dilma saíram em defesa da estatal. O presidente chegou a dizer que a oposição agia de modo "irresponsável" ao insistir na CPI.
Depois da primeira nota sobre o caso, a Receita ainda tentou contornar a polêmica ao dizer que não havia tratado especificamente do caso da Petrobras, mas o gesto não foi suficiente para esconder a divergência que havia entre o órgão e a estatal. A Petrobras está sob fiscalização da Receita e foi notificada para que entregue documentos em sua defesa.
Lina Vieira também vinha sendo criticada por decisões administrativas. Lula chegou a questionar Mantega sobre a atuação da Receita. Uma das preocupações do presidente é que a queda de quase 7% registrada na arrecadação entre janeiro e maio não seja resultado só da crise mas de problemas no fisco, como a fiscalização.
O nome do novo secretário deve ser anunciado nesta semana. Entre os prováveis substitutos, estão o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, que hoje já comanda informalmente a Receita. O presidente do INSS, Valdir Simão, e o ex-secretário de Fiscalização Paulo de Souza são citados como alternativas.
A troca no comando da Receita é feita 11 meses depois da substituição de Jorge Rachid, que deixou o cargo criticado por ser muito independente e resistir a implementar políticas defendidas por Mantega.
O principal fiador da ex-secretária no governo era Machado. Secretário-executivo da Fazenda, ele foi o responsável pela montagem da nova equipe da Receita e, com o enfraquecimento de Lina Vieira, passou a interferir no dia a dia do órgão, inclusive despachando com subordinados da secretária.
Para a oposição, a saída da secretária é sinal de que há irregularidades na estatal. "Se o governo adota uma posição como essa, de demitir a secretária por uma atitude correta que ela tomou [de fiscalizar], está claro que é necessária uma investigação", diz José Agripino Maia (RN), líder do DEM no Senado.
Appy deve sair

Outra substituição que está sendo preparada é a do secretário extraordinário de Reformas Econômico-Fiscais, Bernard Appy. Segundo a Folha apurou, ele deixará o cargo por iniciativa própria por estar insatisfeito com o encaminhamento do projeto da reforma tributária, que está parado no Congresso. Appy fez o projeto, que inclui a desoneração da folha de pagamento. Mas Mantega fala em adotar a medida isoladamente --Appy é contra.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Boas oportunidades

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